segunda-feira, 19 de março de 2012

Dica de livros infantis

Olá gente. Estou passando para o conhecimento de todos o site da loja Virtual da Editora Ciranda Cultural. São livros ótimos e com ilustrações bem interessantes. Aproveitem. As crianças vão adorar!
 
 
 





quarta-feira, 14 de março de 2012

Trabalhando o faz-de-conta

Atualmente passamos por uma crise muito séria na educação, professores descontentes, pais preocupados, alunos desmotivados. É necessário olhar tanto para o extra como para o intra-escolar.
Entende-se que para uma possível melhora deste contexto, deve haver modificações nas políticas públicas para a Educação, maior valorização do educador e, entre outros aspectos, além da necessidade da formação continuada dos educadores, o desenvolvimento de um outro olhar para a ludicidade. Esta vista como forma não mágica, mas como recurso mais atraente, estimulador para a construção do conhecimento.
Os jogos não são fórmulas mágicas, que solucionam todos os problemas da criança, porém ajudam no seu desenvolvimento como ser total, facilitando a descoberta do sujeito dentro de suas singularidades.
As crianças perpetuam e renovam as culturas infantis, desenvolvendo formas de convivência social, modificando-se e recebendo novos conteúdos, a fim de renovar a cada nova geração. É pelo brincar e repetir a brincadeira que a criança saboreia a vitória da aquisição de um novo saber fazer, incorporando-o a cada novo brincar.
As teorias sócio-construtivistas concebem o desenvolvimento infantil como um processo dinâmico, onde as crianças não são passivas, nem meras receptoras das informações que estão a sua volta. “Na brincadeira infantil a criança assume e exercita os vários papéis com os quais interage no cotidiano. Ela brinca, depois, de ser o pai, o cachorro, o motorista, jogando estes papeis em situações variadas” (OLIVEIRA, 1992:57). A brincadeira possibilita a investigação e a aprendizagem sobre as pessoas e as coisas do mundo. Através do contato com seu próprio corpo, com as coisas do seu ambiente, com a interação com outras crianças e adultos, as crianças vão desenvolvendo a capacidade afetiva, a sensibilidade e a auto-estima, o raciocínio, o pensamento e a linguagem.
Vygotsky (1998) focaliza o contexto social em que a criança está inserida, valorizando-o, pois através da interação e comunicação dentro de uma situação imaginária, ela incorpora elementos de seu contexto cultural. Sendo assim,
“as interações da criança com pessoas de seu ambiente desenvolvem-lhe, pois, a fala interior, o pensamento reflexivo e o comportamento voluntário. [...] A brincadeira fornece, pois ampla estrutura básica para mudanças da necessidade e da consciência, criando um novo tipo de atitude em relação ao real, nela aparece a ação na esfera imaginativa numa situação de faz-de-conta” (OLIVEIRA:1994:44-45).
O faz-de-conta é uma atividade de grande complexidade, uma atividade lúdica que desencadeia o uso da imaginação criadora. Pelo faz-de-conta a criança pode reviver situações que lhe causam excitação, alegria, medo, tristeza, raiva e ansiedade. Ela pode, neste brinquedo mágico, expressar e trabalhar as fortes emoções muitas vezes difíceis de suportar. E a partir de suas ações nas brincadeiras, explora as diferentes representações que tem destas situações difíceis, podendo melhor compreendê-las ou reorganizá-las.
Outra situação que mostra essa função de registro e de trabalho cognitivo-emocional da brincadeira pode ser exemplificada pelo caso de uma criança que foi recentemente operada de garganta, passado por varias experiências desagradáveis de tomar uma injeção de anestesia, acordar com a garganta muito doída e com dificuldades para engolir até líquidos. Na creche em um momento posterior, ela pôde ser observada recriando na brincadeira a situação vivenciada no hospital, “dando injeção” e “operando” a boneca ou algum companheiro. Assim, ela revive no faz-de-conta a situação traumática, podendo explorá-la com um certo distanciamento que lhe permite trabalhar as emoções difíceis que sentiu naquele momento (OLIVEIRA, 1992:58).
De acordo com Vygotsky (1998), o faz-de-conta é uma atividade importante para o desenvolvimento cognitivo da criança, pois exercita no plano da imaginação, a capacidade de planejar, imaginar situações lúdicas, os seus conteúdos e as regras inerentes a cada situação. Para este autor, “a situação imaginária de qualquer forma de brinquedo já contém regras de comportamento, embora possa não ser um jogo com regras formais estabelecidas a priori. A criança imagina-se como mãe da boneca e a boneca como criança e, dessa forma, deve obedecer às regras do comportamento maternal” (VYGOTSKY, 1998:124).
Kishimoto (2003) destaca a situação imaginária e as regras, como elementos importantes na brincadeira infantil, onde, nas situações imaginárias claras ou não, há regras implícitas e explícitas. Como exemplo, a criança ao imitar um motorista, segue suas regras implícitas, diferente do futebol, onde as regras são explícitas, variando conforme estratégias adotadas pelos jogadores.
Através da brincadeira, a criança desenvolve a atenção, a memória, a autonomia, a capacidade de resolver problemas, se socializa, desperta a curiosidade e a imaginação, de maneira prazerosa e como participante ativo do seu processo de aprendizagem.
Para Kishimoto, “ao prover uma situação imaginativa por meio da atividade livre, a criança desenvolve a iniciativa, expressa seus desejos e internaliza as regras sociais” (KISHIMOTO, 2003:43).
Felizmente o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil traz, em seus objetivos maiores, o brincar. E isso vale para crianças de 0 a 3 e de 4 e 5 anos. Entre o conhecimento e exploração do corpo, os cuidados, a segurança e a autonomia, está a “participação em brincadeiras de esconder e achar e em brincadeiras de imitação; a escolha de brinquedos, objetos e espaços para brincar”, de 0 a 3 anos. E de 4 e 5 anos, constam objetivos como a “participação em situações de brincadeiras nas quais as crianças escolham os parceiros, os objetos, os temas, o espaço e os personagens; a participação de meninos e meninas igualmente em brincadeiras de futebol, casinha, pular corda, etc. Esses objetivos deveriam ser ampliados para o ensino fundamental, já que a criança continua criança, e que os tipos de brinquedos e brincadeiras apenas são transformados, ficando mais complexos, mais elaborados. O ensino fundamental perde em qualidade com a ausência do brincar nas salas de aula.
Frente às concepções apontadas, a escola de educação infantil deve atender às necessidades da criança em suas diferentes fases do desenvolvimento, com propostas pedagógicas adequadas, que contenham atividades que despertem sua imaginação, contribuindo para o processo de construção da sua autonomia e conhecimento.
Autoras: Ana Lucia de Abreu Braga e Nanci Cássia do Amaral Araújo

Recicle os potes de sorvete

Trabalhar com reciclagem é maravilhoso. Vejam que idéia bacana da professora Anahi Rivas. Ela aproveitou os potes de sorvete e criou lindas peças. Você pode utilizá-las para colocar os materiais dos alunos ou dos projetos que estejam trabalhando.
 
 
 
 





Lembrança para Alunos

Olá gente. Hoje chego com uma dica maravilhosa. Como a criançada adora um doce, esta dica serve tanto para dar de lembrança na escola ou até mesmo em festa de aniversário. Confeccionado pela professora de Salvador Anahi Rivas. Parabéns pela criatividade.

domingo, 4 de março de 2012

Brincadeiras ao ar livre

Quem nunca gostou de brincar ao ar livre?  Essa dica é uma maravilha. Usem a imaginação. As crianças vão adorar.
 
 
 




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