quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O Saci Pererê



A Lenda do Saci data do fim do século XVIII. Durante a escravidão, as amas-secas e os caboclos-velhos assustavam as crianças com os relatos das travessuras dele. Seu nome no Brasil é origem Tupi Guarani. Em muitas regiões do Brasil, o Saci é considerado um ser brincalhão enquanto que em outros lugares ele é visto como um ser maligno.

É uma criança, um negrinho de uma perna só que fuma um cachimbo e usa na cabeça uma carapuça vermelha que lhe dá poderes mágicos, como o de desaparecer e aparecer onde quiser. Existem 3 tipos de Sacis: O Pererê, que é pretinho, O Trique, moreno e brincalhão e o Saçurá, que tem olhos vermelhos. Ele também se transforma numa ave chamada Matiaperê cujo assobio melancólico dificilmente se sabe de onde vem.

Ele adora fazer pequenas travessuras, como esconder brinquedos, soltar animais dos currais, derramar sal nas cozinhas, fazer tranças nas crinas dos cavalos, etc. Diz a crença popular que dentro de todo redemoinho de vento existe um Saci. Ele não atravessa córregos nem riachos. Alguém perseguido por ele, deve jogar cordas com nós em sem caminho que ele vai parar para desatar os nós, deixando que a pessoa fuja. 

Diz a lenda que, se alguém jogar dentro do redemoinho um rosário de mato bento ou uma peneira, pode capturá-lo, e se conseguir sua carapuça, será recompensado com a realização de um desejo.
Nomes comuns: Saci-Cererê, Saci-Trique, Saçurá, Matimpererê, Matintaperera, etc.

Origem Provável: Os primeiros relatos são da Região Sudeste, datando do Século XIX, em Minas e São Paulo, mas em Portugal há relatos de uma entidade semelhante. Este mito não existia no Brasil Colonial.

Entre os Tupinambás, uma ave chamada Matintaperera, com o tempo, passou a se chamar Saci-pererê, e deixou de ser ave para se tornar um caboclinho preto de uma só perna, que aparecia aos viajantes perdidos nas matas.

Também de acordo com a região, ele sofre algumas modificações:
Por exemplo, dizem que ele tem as mãos furadas no centro, e que sua maior diversão é jogar uma brasa para o alto para que esta atravesse os furos. Outros dizem que ele faz isso com uma moeda.
Há uma versão que diz que o Caipora, é seu Pai.
Dizem também que ele, na verdade eles, um bando de Sacis, costumam se reunir à noite para planejarem as travessuras que vão fazer.

Ele tem o poder de se transformar no que quiser. Assim, ora aparece acompanhado de uma horrível megera, ora sozinho, ora como uma ave.

Atividades para trabalhar a lenda com os alunos:





 




 

EQUIPE MUNDO DO SABER SALVADOR 

A lenda da Iara


Iara ou Uiara, também referida como “Mãe-d’água”, é uma entidade do folclore brasileiro de uma beleza fascinante. Por ser uma sereia, enfeitiça os homens facilmente por ter a metade superior de seu corpo com formato de uma linda e sedutora mulher. Já a parte inferior do seu corpo em formato de peixe não é muito notada, por estar submersa em água. Assim não há quem resista a sua belíssima face e suas doces canções mágicas.
Seu poder é tão forte que basta convidar os homens para irem à sua direção que eles vão, acreditando vivenciar uma experiência incrível com a encantadora mulher. Porém, as intenções de Iara são malignas e fatais, e o que ela quer na verdade é atraí-los para a morte. São raros os que sobrevivem ao encantamento da sereia e caso retornam não conseguem ter uma vida normal por ficarem loucos. Somente um pajé ou uma benzedeira é capaz de curá-los definitivamente.

Diz a lenda que antes de se tornar uma sereia, Iara era uma belíssima índia trabalhadora e corajosa. Iara se destacava entre os demais, por ser a melhor, e consequentemente despertava a inveja de alguns da tribo, especialmente a de seus irmãos homens, que não se conformavam com tal situação. Seu pai era pajé e a admirava em tudo o que fazia contribuindo ainda mais para a revolta de seus irmãos.

Tomados pela inveja e pelo ciúme, os irmãos de Iara decidiram matá-la.
Certa noite, quando Iara repousava em sua cama, ouviu seus irmãos entrando em sua cabana com a intenção de matá-la. Rápida e guerreira, se defendeu e acabou os matando. Percebendo a gravidade da situação e com medo da atitude de seu pai, Iara fugiu desesperadamente pelas matas. O pai de Iara realizou uma busca implacável pela filha. Localizaram-na, e como punição pelo seu ato, foi jogada no encontro do rio Negro com Solimões. Os peixes trouxeram o corpo de Iara à superfície que sob o reflexo da lua cheia transformou-se em uma linda sereia com cabelos longos e olhos verdes.

Desde então Iara permanece nas águas atraindo os homens de maneira irresistível e os matando. Acredita-se que em cada fase da lua, Iara aparece com escamas diferentes e adora deitar-se sobre bancos de areia nos rios para brincar com os peixes. Também de acordo com a lenda, é vista penteando seus longos cabelos com um pente de ouro, mirando-se no espelho das águas.
A lenda da Iara é conhecida em várias regiões brasileiras e existem diversos relatos de pescadores que contam histórias de jovens que cederam aos encantos da tentadora sereia e morreram afogados de paixão.

Ilustrações: A lenda da Iara- Turma da Mônica 

Algumas atividades para trabalhar com as crianças:







EQUIPE MUNDO DO SABER SALVADOR

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Folclore Brasileiro

O que é o folclore?
São os hábitos do povo, que foram conservados através do tempo. Dia do Folclore 22 de agosto - Decreto no. 56747 de 17/08/1965.

Folclore é uma palavra de origem inglesa cujo significado é ''conhecimento popular'',ou seja, são manifestações da cultura de um povo, seja através de suas lendas, da sua alimentação, do seu artesanato, das suas vestimentas e de muitos de seus hábitos originais.

O folclore é passado de pais para filhos, geração após geração. As canções de ninar, as cantigas de roda, as brincadeiras e jogos e também os mitos e lendas que aprendemos quando criança são parte do folclore que nos ensinam em casa ou na escola.

Fazem parte do folclore os utensílios que o povo fabrica para o uso de ornamentação, como as cestas de vime, e os objetos de cerâmica, madeira e couro. Além dos tecidos, a renda, os adornos de miçangas e penas.

O folclore é o meio que o povo tem para compreender o mundo. Utilizando a sua imaginação, o povo procura resolver os mistérios da natureza e entender as dificuldades da vida e seus próprios temores.

Conhecendo o folclore de um país podemos compreender o seu povo. E assim passamos a saber, ao mesmo tempo, parte de sua História.
O folclore brasileiro é um dos mais ricos do mundo. Nele, estão as marcas dos diferentes povos que formaram nossa nação, principalmente o indígena, o africano e o europeu. Imagine uma colcha de retalhos multicolorida com uma mistura de figuras geométricas, estampas e texturas. Assim é nossa herança cultural.

Saci-pererê, feijoada, redes de dormir, chinelo de palha, fita do Nosso Senhor do Bonfim, brincadeira de esconde-esconde, bumba-meu-boi, samba, panelas de barro, ferradura atrás da porta, carnaval e futebol. Conhecer, cultivar e estudar nossas tradições é uma forma de manter vivas as raízes nacionais. Veja aqui o que é folclore e conheça as principais tradições do nosso povo.

Popular ou folclórico?

O folclore é popular, mas segundo grandes estudiosos do assunto – como Luís da Câmara Cascudo –, nem tudo o que é popular é folclórico. Para um costume ser considerado folclore é preciso ter origem anônima, ou seja, não se saber ao certo quem o criou. Deve ser aceito e praticado por um grande número de indivíduos. Também precisa resistir ao tempo e ser passado de geração em geração. A transmissão? De boca em boca. Ao pé do fogo, na beira do fogão, nos encontros sociais, na missa, enfim, no dia-a-dia do nosso país. 

A palavra folclore vem do inglês folk lore. Folk quer dizer povo e lore, estudo, conhecimento. Portanto, folclore é o estudo dos costumes e tradições de um povo. Esse termo foi criado pelo arqueólogo inglês William John Thoms (1803-1885), pesquisador da cultura popular européia. Em 22 de agosto de 1846, ele publicou um artigo com o título "Folk-lore", na revista The Athenaeum, propondo a criação do termo. Com isso, o dia 22 de agosto tornou-se data de referência do surgimento do termo folclore, que gradativamente foi incorporada a todas as línguas dos povos considerados civilizados.

William John Thoms utilizava o termo folk-lore para indicar o conjunto de antiguidades populares. O conceito dirigia-se principalmente aos objetos da arte popular, o artesanato. Mas em seu famoso artigo, Thoms citava também usos, costumes, cerimônias, crenças, romances, refrãos e superstições dos tempos antigos.  

Esta semana vamos conhecer algumas lendas e mitos do nosso folclore. Não percam!

domingo, 19 de agosto de 2012

Gigantes da Era do Gelo

Shopping Paralela exibe Gigantes da Era do Gelo

A exposição interativa, inédita na Bahia, conta com 11 réplicas originais

 A temperatura baixou no Shopping Paralela com a chegada da exposição, itinerante, “Gigantes da Era do Gelo”.  Estão sendo exibidas, com exclusividade, onze réplicas originais de criaturas que habitaram a Terra há dois milhões de anos, na Praça de Eventos, piso L1, do Paralela. Os gigantes, alguns de até 4 metros de altura, foram extintos há 11 mil anos, quando ocorreu a última era glacial.

Salvador é a primeira capital do Norte-Nordeste a receber a exposição que está pela primeira vez no Brasil, e já passou por capitais do Sul e Sudeste, uma média de 20.000.000 visitantes no total. “O Shopping Paralela inova mais uma vez com uma programação que vai além do entretenimento, oferecendo uma experiência internacional para nossos clientes. Com um apelo educativo, cultural, a mostra encanta toda a família”, enfatiza Alexandra Nicolau, gerente de marketing do Paralela. Antes do Brasil, a exposição passou pela Colômbia.

Produzidas por paleontólogos e paleoartistas, do Museu de História Natural de Pilsen, na República Tcheca, as peças levaram dois anos para ficarem prontas. A reprodução das características naturais de cada espécie foi possível a partir de estudos de ossos encontrados nos seus respectivos locais de origem. Para cria-las, os especialistas utilizaram poliuretanos, couros, resina, fibras naturais e de vidro.

Ambientação especial e Interatividade exclusiva Para simular o clima da era glacial, tornando a visita à exposição ainda mais fascinante, todo o shopping, fachada, corredores e banheiros, recebeu iluminação cênica em tons de azul e recursos de interatividade. “Criamos atmosfera gelada para que os clientes sintam como se estivessem indo encontrar com os Gigantes em seu habitat natural, desta forma juntamos o fascínio e curiosidade do antigo com a conectividade do mundo moderno”, explica Nicolau.

E ainda, diferente do que ocorreram nas demais cidades por onde passou, no Shopping Paralela a mostra é interativa. Por exemplo, no lugar de painéis, telas touch screen permitem um passeio pela história de cada espécie, acessando o hotsite www.oqueogeloescondeu.com.br. Além disso, jogos temáticos sobre a Era do Gelo no local do evento divertirão os visitantes através de duas telas de Vídeo Wall, com mais de 50”, cada.

Com curadoria de Monica Kudrnac, da Argentina, e Raul Aldano, da Colômbia, a mostra exibe as espécies: rinoceronte-lanudo; rinoceronte-de-chifre-grande, que pesava o equivalente a um elefante; alce-gigante, com chifres de até 3,6 metros; auroque; urso-das-cavernas; tigre-dentes-de-sabre; castor-gigante; mapinguariçu; gliptodonte; mamute; e moa, a maior ave não-voadora, originária da Nova Zelândia e cujos ovos mediam 24cm de comprimento e 18cm de diâmetro.
 
“Estamos viajando pelo Brasil há um ano, e para transportar toda a mostra são necessários três carretas e uma equipe composta de dez pessoas para a montagem”, pontua Raul Aldano. Os gigantes pré-históricos permanecerão no Shopping Paralela até 16 de setembro, uma excelente oportunidade para estudantes e para toda a família visitarem. O acesso é gratuito e pode ser feito durante o horário de funcionamento do shopping – segunda a sábado, das 9h às 22, e domingo e feriados das 12h às 21h.

As escolas podem agendar visitas guiadas por universitários, tornando-se assim uma verdadeira aula extra-classe - basta agendar previamente através do número 71 3617-0969.



SERVIÇO
Evento: Exposição “Gigantes da Era do Gelo”
Local: Praça de Eventos, piso L1, do Shopping Paralela
Acesso: GRATUITO
Funcionamento:
De Segunda a sábado, das 09 às 22h
Aos domingos e feriados das 12h às 21h
Informações: 3617-0969
Período: até 16 de setembro

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Reinações de Narizinho – Uma Aventura no Sítio

Uma Aventura no Sítio é a nova montagem teatral do Grupo Stripulia, que sobe ao palco do Teatro Isba nos dias 15, 22 e 29 de julho, sempre às 16h.

A peça, uma livre adaptação da obra de Monteiro Lobato, dá corpo a alguns personagens do Sítio do Picapau Amarelo e do desejo da engraçadíssima Emília, após virar uma “boneca gente”, casar-se para tornar-se uma Condessa e, quiçá uma Marquesa.

Porém, a Cuca que de tudo sabe, bola um plano para acabar com mais essa aventura da turma. Muita gente não sabe, mas Reinações de Narizinho foi o pontapé inicial da série de aventuras infantis narradas por Lobato.

Reinações de Narizinho – Uma Aventura no Sítio
Até o final de agosto, sempre aos domingos, às 16h
Onde: Teatro Isba (Avenida Oceânica, 2717 – Ondina)
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Informações: 71 4009-3689

 
Eles esperam por você!!!

Projeto Música para Brincar

No dia 19 de agosto a Concha Acústica do TCA vai receber, às 17h, mais uma edição do ótimo projeto Música para Brincar. Desta vez a apresentação será um concerto para crianças com a Orquestra Castro Alves, segunda orquestra formada pelo NEOJIBA (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia) e composta atualmente por cerca de 60 crianças e jovens.

A apresentação faz parte das comemorações pelos cinco anos do NEOJIBÁ, que objetiva alcançar a excelência e a integração social por meio da prática coletiva da música, beneficiando mais de 600 crianças e jovens.

Realizado para fomentar a educação musical de jovens e crianças e também oferecer uma programação cultural de qualidade para toda a família, o Música para Brincar já teve apresentações do grupo Pequeno Cidadão, formado por Edgard Scandurra, Taciana Barros, Arnaldo Antunes e Antonio Pinto, em parceria com seus filhos; e da dupla Paulo Tatit e Sandra Peres, com o Palavra Cantada. Mais de 7 mil pessoas, entre pais e crianças, encheram a Concha Acústica do TCA nestas edições.

Produzido pela Multi Planejamento Cultural e patrocinado pela VIVO e pela Le Biscuit, com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, o Faz Cultura, o Música para Brincar integra o CONEXÃO VIVO, iniciativa da empresa voltada ao desenvolvimento do setor musical brasileiro. Este é o primeiro projeto da Multi Planejamento Cultural e do CONEXÃO VIVO voltado especificamente para o público infantil e para a família.

SERVIÇO
MÚSICA PARA BRINCAR – ORQUESTRA CASTRO ALVES (NEOJIBA)
Quando: Domingo, 19 de agosto, às 17h
Local: Concha Acústica do Teatro Castro Alves
Valor: R$10 (inteira) e R$5 (meia)


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Olimpíadas virtuais do Papai

 

As olimpíadas estão aí, então...que tal passar um dia Dia dos Pais diferente? No próximo domingo (12/08), papais e filhos terão uma tarde especial na Praça Aquarius (Aquarius), a partir das 16h. A incorporadora Fator Realty, responsável pela revitalização do espaço público, vai realizar as “Olimpíadas virtuais do papai”, um espaço com games de última geração, como Nintendo Wii, X-box com Kinect e PS3 com movie, que vão animar o Dia dos Pais e toda a família. Os papais que participarem da brincadeira, coordenada por Tio Paulinho, ganharão medalhas de campeões!

Tenho certeza que vocês gostaram. Então, bom divertimento!

Vitrine Cultural

“Vitrine Cultural Dia dos Pais” 
 
Foto da banda Rockinho do Bom, que exibirá clássicos dos Beatles. Crédito: Juselito Martins.

Programação do Shopping Paralela exibirá esta semana, show de rock e musical Canta Villa, com acesso gratuito


Gente, vocês não podem deixar de conferir a “Vitrine Cultural Dia dos Pais”, ação promovida pelo Shopping Paralela em comemoração à data. Ela terá continuidade esta semana com shows musicais, gratuitos, alegrando pais e filhos, além de toda família que frequenta o Paralela. Nesta sexta-feira (10), a partir das 19h, a banda Rockinho do Bom volta a se apresentar, embalando a todos com releituras acústicas de canções dos Beatles como Help, Come together e Twist and Shout.

Para encerrar a programação, no sábado (11), é a vez do Canta Villa, festival de música do Colégio Villa Lobos, divertir a todos com shows dos seis premiados desta que é a 10ª edição, e tem como homenageado o cantor, compositor e produtor cultural, Carlinhos Brown.
 
Foto do Canta Villa, edição de 2011, com participação de Carla Perez. Crédito: Divulgação. 
As apresentações acontecerão na Praça de Eventos, piso L1, e no local, cadeiras serão disponibilizadas para o público. Por isso, quem chega mais cedo pode garantir o lugar. Com esta programação, que teve início semana passada com shows de stand up comedy e de rock cover Beatles, o shopping inova mais uma vez, possibilitando ao cliente acesso gratuito ao teatro e boa música.

Fica a dica deste ótimo programa para a família. 

Para maiores informações é só ligar para  71 3617-0969

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